terça-feira, 7 de dezembro de 2010

APATIA

O DCE está parasitado há anos, sem impulsionar uma luta de fato, ajoelhado perante a Torre, o governo e o PC do B, sendo colocado numa perspectiva de que não será usado nunca como ferramenta de luta que defenda realmente os interesses dos estudantes.
A última gestão faz belos discursos sobre a necessidade de um DCE democrático, presente, mas na prática, atua defendendo um movimento ultrapassado, autoritário e excludente, para poder continuar falando em nome de todos os estudantes.
Vemos isso quando direcionados pelo novo Estatuto reconhecemos a UEB e a UNE como entidades representativas, as quais como entidade, estamos filiados. Contudo há uma série de transformações que essas entidades precisam realizar para que de fato possam cumprir seus papéis de articular a rede do movimento estudantil e a luta real dos estudantes. É preciso uma presença mais cotidiana desta entidades na universidade, é preciso que venham não somente em épocas de eleição, com jornaizinhos coloridos e bem escritos, com discursos prontos para serem reproduzidos. É preciso que estejam na nossa luta dia-a-dia, em busca de uma Universidade verdadeiramente pública.
Vangloriam-se também pela conquista da gratuidade da colação de grau que valerá a partir de 2012, enquanto inúmeros estudantes tem que desistir do seu curso por falta de uma política de permanência. Sem desmerecer a conquista: mas como vamos usufruir dela se não conseguimos nos manter na universidade e formar?
Vemos também as portas fechadas, e não falo só da porta da sala do DCE, falo da oportunidade de sentar pra conversar, de se dizer o que se pensa, de ouvir opiniões. O DCE está fechado para nós estudantes de um modo geral, a não ser que você esteja disposto a se sentar ao lado deles, ouvir o que eles tem a dizer e sair por aí reproduzindo um discurso pronto, que nem é deles.... Um discurso que já veio pronto...
Os discursos e as propostas de campanha se perpetuam, eleição após eleição. E o que temos ao longo da gestão? Nada! Nada que realmente mude os nossos anos de graduação. Nada que realmente nos afete, que faça a diferença.

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