EU ME REPRESENTO
Eu, Karen Oliveira, estudante de Comunicação da Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC venho em nota pública esclarecer à comunidade acadêmica, e toda a sociedade que tem acompanhado o movimento Mobiliza UESC contra o Decreto 12.583/11, e as atitudes de sucateamento da educação por parte do Governador Jaques Wagner, sobre as afirmativas feitas pela diretoria majoritária do Diretório Central dos Estudantes da UESC – DCE “Livre (?)” Carlos Marighella, em nota de repúdio publicada no blog do Gusmão (15/04).
O movimento Mobiliza UESC surge na urgência dos estudantes de se fazerem representar diante do ataque perpetrado pelo governo do Estado da Bahia à já restrita autonomia das universidades públicas, da consequente greve dos docentes e funcionários, e principalmente a inercia e omissão do DCE frente a isso. Não é uma carta assinada pelo Presidente do DCE, em nome de sua diretoria, que irá se sobrepor a legitimidade conferida pelos próprios estudantes a esse movimento.
Vale lembrar que a primeira reunião ampliada realizada pelos estudantes se deu imediatamente após a deflagração da greve por parte dos professores na assembleia da ADUSC. Reunião na qual a presença massiva dos estudantes expressava o interesse dos mesmos em debater a temática, o presidente do DCE, hora presente, limitou sua fala a informar que após negociações com a empresa Rota, teve a “conquista” da ampliação da frota na linha Itabuna- Salobrinho nos horários de pico, e repassar números de telefone para os quais os estudantes deveriam ligar para cobrar o cumprimento do acordo por parte da Rota.
Na ausência do presidente e do vice-presidente do Diretório (os quais estavam “representando os estudantes da UESC” no Congresso Nacional de Entidades Gerais – CONEG, em São Paulo), e por uso de suas atribuições legais enquanto representação discente, a Secretária Geral do DCE Lívia Correia convocou, no dia 08 de abril, uma reunião extraordinária da diretoria para o dia 11 de abril, na qual ficou definida a convocação de uma assembleia geral dos estudantes para o dia 14 de abril, às 16 horas no térreo do pavilhão Adonias Filho.
Numa tentativa de boicote e desmobilização da Assembléia, o presidente do DCE, até então omisso, envia, na quarta 13/04, ao e-mail de alguns DA´s e CA´s, uma convocatória datada de 11/04 para realização de COEB na mesma data e hora da assembleia anteriormente citada. A justificativa para o atraso da convocatória foi atribuído a displicência da estagiária da instituição.
Para a além da ILEGALIDADE do COEB, e diferente as práticas do Grupo Majoritário do DCE, como expresso no primeiro parágrafo de seu repúdio, o movimento Mobiliza UESC não possui uma liderança para ditar suas regras, nem decidir arbitrariamente pelo grupo. Assim, ao perceber que os estudantes presentes tinham propriedade em seus discursos, o presidente do DCE e seu grupo, negaram-se a dar qualquer esclarecimento aos estudantes presentes e se retiraram da Universidade.
Por este motivo, entre as demais deliberações da Assembléia, estudantes presentes e via twitticam decidiram por unanimidade por uma assembleia com pauta ÚNICA: Destituição do DCE Cargo a Cargo.
"Eu me REPRESENTO"
Retirado de http://kfalandonisso.blogspot.com/
Do lado de cá.
Falemos da Universidade Estadual de Santa Cruz. O sonho de muitos, a realidade de poucos... A dificuldade de todos. Estamos na luta!
quinta-feira, 21 de abril de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
M.E. ou Movimento Estudantil
A muito tempo se ouve falar em ME. Mas o que caracteriza o ME? Resumindo: Luta pelo direito dos estudantes. Por acesso e permanência, integração, desenvolvimento de um individuo critico e capaz de se organizar a fim de conquistar seus direitos. Visualizando a nossa universidade é valido questionar: Temos realmente um ME? De fato organizado?
O que se pode ver é um típico coronelismo regional onde um grupo tem o poder e usa de inúmeros argumentos e artifícios para continuar no poder. O grupo citado inclui estudantes de vários cursos, mas ao contrario do que possa parecer esse grupo não é autônomo; eles são apenas capacho de um grupo maior, o PC do B. Sim, eles são treinados, cantam musiquetas, decoram discursos(sempre iguais e repetitivos) e sabem que quanto mais gente ao seu lado melhor( mesmo que o novo integrante não saiba nem o que está fazendo lá, ou porque esta votando naquilo). E pra ter gente vale tudo: viagens, mulheres, festas, salários, cargos políticos...
E o recém chegado ao grupo ao ser contemplado com uma bela viagem bancada pelo partido, com direito a tudo: comida, transporte, alojamento; levados ao circo de horrores, que são por exemplo os congressos da une, e após receberem seus crachás, ouvirão atentamnete as instruções de votação: “ crachá na mão, todo mundo ligado. É pra votar só quando for a proposta que eu falei pra vocês!” E eles votam. No youtube rola uns vídeos de representantes dessa massa de manobra (perdoe-me se ofendo alguém), onde eles nem sabem falar da proposta que votaram a favor a menos de 3 minutos atrás. É indubitavelmente vergonhoso!
Pelo que sei, desde 2008, são duas gestões em que o DCE é comandado pela participação majoritária da UJS. E que melhoria nós, estudantes da uesc tivemos? Não temos uma creche, uma residência, um posto de saúde, um RU de qualidade e barato, um sistema de transporte decente. Os problemas não existem? Não desenvolvemos nem divulgamos a cultura, não temos grupos de discussão necessários a integração dos alunos dos mais variados cursos, não valorizamos o esporte. Que tipo de universidade nos temos?
E agora, repudiando um movimento legítimo, que tipo de DCE nos queremos?
Visite: www.mobilizauesc.blogspot.com
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Autopromoção?
ALICE ENTREGA REIVINDICAÇÕES DO DCE DA UESC
13/dez/2010 . 11:43 | Autor: Seu Pimenta
Membros do Diretório Central dos Estudantes da Uesc (DCE Carlos Marighela) conseguiram fazer chegar às mãos do governador Jaques Wagner um documento no qual reivindicam verbas do Estado para a assistência estudantil. Quem transmitiu o pedido ao govenador foi a deputada federal Alice Portugal (PCdoB), no evento em que foram assinadas as ordens de serviço dos quatro primeiros lotes da Fiol.
A verba solicitada pelos estudantes é para custear despesas com residência, restaurante, creche e ampliação de bolsas de estudo. Nesta terça-feira, 14, representantes do DCE se reúnem com os secretários estaduais da Educação e da Fazenda para aprofundar a discussão.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
APATIA
O DCE está parasitado há anos, sem impulsionar uma luta de fato, ajoelhado perante a Torre, o governo e o PC do B, sendo colocado numa perspectiva de que não será usado nunca como ferramenta de luta que defenda realmente os interesses dos estudantes.
A última gestão faz belos discursos sobre a necessidade de um DCE democrático, presente, mas na prática, atua defendendo um movimento ultrapassado, autoritário e excludente, para poder continuar falando em nome de todos os estudantes.
Vemos isso quando direcionados pelo novo Estatuto reconhecemos a UEB e a UNE como entidades representativas, as quais como entidade, estamos filiados. Contudo há uma série de transformações que essas entidades precisam realizar para que de fato possam cumprir seus papéis de articular a rede do movimento estudantil e a luta real dos estudantes. É preciso uma presença mais cotidiana desta entidades na universidade, é preciso que venham não somente em épocas de eleição, com jornaizinhos coloridos e bem escritos, com discursos prontos para serem reproduzidos. É preciso que estejam na nossa luta dia-a-dia, em busca de uma Universidade verdadeiramente pública.
Vangloriam-se também pela conquista da gratuidade da colação de grau que valerá a partir de 2012, enquanto inúmeros estudantes tem que desistir do seu curso por falta de uma política de permanência. Sem desmerecer a conquista: mas como vamos usufruir dela se não conseguimos nos manter na universidade e formar?
Vemos também as portas fechadas, e não falo só da porta da sala do DCE, falo da oportunidade de sentar pra conversar, de se dizer o que se pensa, de ouvir opiniões. O DCE está fechado para nós estudantes de um modo geral, a não ser que você esteja disposto a se sentar ao lado deles, ouvir o que eles tem a dizer e sair por aí reproduzindo um discurso pronto, que nem é deles.... Um discurso que já veio pronto...
Os discursos e as propostas de campanha se perpetuam, eleição após eleição. E o que temos ao longo da gestão? Nada! Nada que realmente mude os nossos anos de graduação. Nada que realmente nos afete, que faça a diferença.
A última gestão faz belos discursos sobre a necessidade de um DCE democrático, presente, mas na prática, atua defendendo um movimento ultrapassado, autoritário e excludente, para poder continuar falando em nome de todos os estudantes.
Vemos isso quando direcionados pelo novo Estatuto reconhecemos a UEB e a UNE como entidades representativas, as quais como entidade, estamos filiados. Contudo há uma série de transformações que essas entidades precisam realizar para que de fato possam cumprir seus papéis de articular a rede do movimento estudantil e a luta real dos estudantes. É preciso uma presença mais cotidiana desta entidades na universidade, é preciso que venham não somente em épocas de eleição, com jornaizinhos coloridos e bem escritos, com discursos prontos para serem reproduzidos. É preciso que estejam na nossa luta dia-a-dia, em busca de uma Universidade verdadeiramente pública.
Vangloriam-se também pela conquista da gratuidade da colação de grau que valerá a partir de 2012, enquanto inúmeros estudantes tem que desistir do seu curso por falta de uma política de permanência. Sem desmerecer a conquista: mas como vamos usufruir dela se não conseguimos nos manter na universidade e formar?
Vemos também as portas fechadas, e não falo só da porta da sala do DCE, falo da oportunidade de sentar pra conversar, de se dizer o que se pensa, de ouvir opiniões. O DCE está fechado para nós estudantes de um modo geral, a não ser que você esteja disposto a se sentar ao lado deles, ouvir o que eles tem a dizer e sair por aí reproduzindo um discurso pronto, que nem é deles.... Um discurso que já veio pronto...
Os discursos e as propostas de campanha se perpetuam, eleição após eleição. E o que temos ao longo da gestão? Nada! Nada que realmente mude os nossos anos de graduação. Nada que realmente nos afete, que faça a diferença.
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